“Políticas da Masculinidade” e um documentário sobre homens:

suspendendo “verdades”

Autores

  • CAROL VON EYE PPGECI/UFRGS
  • Neila Witt PPGECI UFRGS

Palavras-chave:

Comunicação e Educação, Masculinidade, Artefatos Culturais

Resumo

Tomando o conceito de “Terapias de Masculinidade” de Connell (1995), neste artigo problematizamos a trama envolvida nos movimentos contemporâneos de masculinidades a partir das cenas do documentário “O Homem e suas Amarras” (2021). Consideramos que as masculinidades são produzidas social e culturalmente, em redes discursivas, e que documentários são artefatos culturais que funcionam como pedagogias culturais ao difundir sentidos sobre ser homem ou mulher. Por meio da leitura de Connell e análise do documentário, observou-se as verdades que circulam nas cenas e buscamos problematizá-las a partir de uma tessitura com a teoria queer e a vertente pós-estruturalista dos Estudos Culturais. Há, nas falas dos entrevistados, verdades que tendem a naturalizar a diferença sexual e a violência como parte inerente da masculinidade. Argumentamos que o Ensino de Ciências pode contribuir para desconstruir essas verdades essencializantes que fixam identidades de gênero aos corpos sexuados.

Biografia do Autor

Neila Witt, PPGECI UFRGS

 Doutora em Educação em Ciências; Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências na Universisdade Federal do Rio Grande do Sul; Lattes: http://lattes.cnpq.br/5980687739448857; Orcid: 0000-0002-0174-8489.

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Publicado

2026-08-31