PSICÓLOGOS NO INSTAGRAM: A ABORDAGEM DE TRANSTORNOS MENTAIS E A PATOLOGIZAÇÃO DA VIDA NESTE ESPAÇO

  • Lorena Sthefany Maravilha de Lima Faculdade dos Carajás
  • André Benassuly Arruda Faculdade dos Carajás
Palavras-chave: Redes sociais. Psicólogos. Transtornos mentais. Medicalização. Patologização.

Resumo

RESUMO: Este trabalho tem como objetivo discutir a crescente popularidade de publicações acerca de transtornos mentais, feitas por psicólogos nas redes sociais, mais precisamente, no Instagram, e suas possíveis consequências.  Psicólogos e psicólogas têm utilizado o Instagram como ferramenta de promoção de seu trabalho. São comuns as publicações que abordam principalmente, transtornos mentais. Como resultado disso, vemos cada vez mais crescente a onda de medicalização do sofrimento mental e a patologização da vida, através da crescente distribuição de diagnósticos, conforme Frances (2017). O trabalho se trata de uma pesquisa exploratória e etnografia virtual. Conclui-se, portanto, que é necessário um cuidado especial com a forma como um tema tão sério é tratado nas redes sociais, considerando o alcance massivo da internet e suas possíveis implicações.

 

Referências

APA - AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition. DSM-5-TR. Washington: American Psychiatric Publishing, 2022.
CASTRO, Thiago Gomes de; GUERIN, Karina Silva do Amaral; PIMENTEL, Lucca Ignacio Rubez. Psicoterapia on-line no Brasil: revisão integrativa de publicações nacionais pré-pandemia por COVID-19. Contextos clínicos. São Leopoldo: UNISINOS, 2008-. Vol. 15, n. 2 (maio/ago. 2022), p. 611-637, 2022.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Nota Técnica sobre Uso Profissional das Redes Sociais: Publicidade e Cuidados Éticos. [S. l.: s. n.], 2022b. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/SEI_CFP-0612475-Nota-Tecnica.pdf.
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 440 p.
DA SILVA, Jordan Prazeres Freitas; OLIVEIRA, Mércia Capistrano. PSICOLOGIA E ÉTICA: UTILIZAÇÃO DE REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE PUBLICIDADE PROFISSIONAL. Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica (EEDIC), v. 4, n. 1, 2019.
DE BARROS, Álvaro Gonçalves; DE SOUZA, Carlos Henrique Medeiros; TEIXEIRA, Risiberg. Evolução das comunicações até a Internet das Coisas: a passagem para uma nova era da comunicação humana. Cadernos de Educação Básica, v. 5, n. 3, p. 260-280, 2021.
FERREIRA, M. S.; CARVALHO, M. C. de A. ESTIGMA ASSOCIADO AO TRANSTORNO MENTAL: UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE SUAS CONSEQUÊNCIAS. Revista Interdisciplinar de Estudos em Saúde, [S. l.], v. 6, n. 2, 2018. DOI: 10.33362/ries. v6i2.1094. Disponível em: https://periodicos.uniarp.edu.br/index.php/ries/article/view/1094. Acesso em: 20 nov. 2023.
FERNANDES, Aparecida Bueno. Medicalização e patologização da vida: como pensar a saúde mental na atualidade. Revista Remecs-Revista Multidisciplinar de Estudos Científicos em Saúde, p. 18-18, 2023.
FRANÇA, Denise Raquel Pereira Santos. A presença digital de psicólogos a partir da utilização do Instagram. 2021.
FRANCES, Allen. Voltando ao normal: como o excesso de diagnósticos e a medicalização da vida estão acabando com a nossa sanidade e o que pode ser feito para retomarmos o controle. Versal Editores LTDA, 2017.
FIRBIDA, Fabíola Batista Gomes; VASCONCELOS, Mário Sérgio. A construção do conhecimento na Psicologia: a legitimação da medicalização. Psicologia Escolar e Educacional, v. 23, p. e016120, 2019.
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: EDITORA ATLAS S.A., 2002. 175 p. ISBN 85-224-3169-8.
GOECKING, Dandara, PEREIRA, Lilian, SANTOS, Lorena dos, FERREIRA, Luís Eduardo, GALVÃO, Rodrigo Arthur, ALMEIDA, Leonardo. A Compulsão do TikTok e a Exibição de Transtornos Psicológicos. In: 44º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação–VIRTUAL–4 a. 2021.
MARTINHAGO, Fernanda; CAPONI, Sandra. Controvérsias sobre o uso do DSM para diagnósticos de transtornos mentais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 29, p. e290213, 2019.
MELO, Thalyssa Beatriz de Brito. A percepção social da Psicologia nas redes digitais: estudo de caso de um perfil do Instagram. São Luís; Centro Universitário UNDB, 2021.
MERCADO, Luis Paulo. Pesquisa qualitativa online utilizando a etnografia virtual. Revista Teias, v. 13, n. 30, p. 15, 2012.
MORAIS, Renata Kelly. Autodiagnóstico e os fenômenos das redes sociais. Anais do Salão de Iniciação Cientifica Tecnológica ISSN-2358-8446, 2023.
MYERS, David G. Psicologia Social-10. AMGH Editora, 2014.
POMBO, Mariana Ferreira et al. Medicalização do sofrimento na cultura terapêutica: vulnerabilidade e normalidade inalcançável. 2017.
Saúde mental preocupa mais da metade dos brasileiros - 10/10/2023 - Saúde Mental - Folha. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2023.
SCHNEIDER, Daniela Ribeiro. Sartre e a psicologia clínica. Editora da UFSC, 2011.
WASON, P. C. On the failure to eliminate hypotheses in a conceptual task. The Quarterly Journal of Experimental Psychology, 1960.
WROBEL, L. A. de M.; KUMMER, B. S..; WROBEL, L. A. de M.; SILVA, M. A. da S. e; BARSZCZ, M. V. REDES E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: A IMAGEM DA PSICOLOGIA NO INSTAGRAM. Trabalhos de Conclusão de Curso - Faculdade Sant’Ana, [S. l.], 2022. Disponível em: https://www.iessa.edu.br/revista/index.php/tcc/article/view/2172. Acesso em: 18 nov. 2023.
Publicado
2024-02-29